terça-feira, 15 de outubro de 2013
O primeiro dia, a primeira semana no berçário: adaptação mamãe e bebê...
Muitas que seguem esse blog estavam esperando esse post. Chegou a semana de mandar o Pedro para o berçário. Até o domingo antes de começar a semana eu estava calma, forte, falava para todo mundo que estava bem, que precisava sair de casa, voltar a trabalhar. Ah, mas bastou chegar segunda feira para o meu coração começar a apertar. Esse finalzinho de ano ele vai ficar lá de 13 as 18 hr e o ano que vem o dia todo (8 as 17 hr). Nessa primeira semana, a da adaptação o berçário adotou o seguinte esquema: cada dia ele ficou 1 hr a mais, até completar o total de horas que ele ficará (5 hrs). Na segunda feira ele ficou 1hr, na terça 2 e por ai vai, até sexta feira ficar 5 hr. Achei esse método bem interessante, tanto para mim, quanto para ele, pois fomos diluindo a distância e nos adaptando. Voltando ao primeiro dia. Acordei sem poder falar no assunto com o marido que eu chorava. Pedro parecia sentir que algo estava estranho porque não queria ficar no berço, carrinho, só no meu colo, nem no do pai ficava. Faltando 30 minutos para eu levá-lo começou o show. Eu chorava de soluçar, abraçava ele e chorava muito, pedia desculpas (meu Deus, eu sou descontrolada!) Ia perto das minhas santinhas (Santa Clara e Nossa Sra da Aparecida) e rezava, e chorava. Ligava para a minha mãe, chorava, ela chorava (o descontrole também é de família). E Pedro? Calmo né (risos!). Cheguei no berçário chorando, a diretora conversando comigo, me deixou arrumar o bercinho e as coisinhas dele. Ai disse: Pedro, vamos levar a mamãe na porta para despedir dela. Ah gente, eu até soluçava. Entrei no carro aos prantos, nem dava conta de dirigir. Cheguei em casa, chorei a 1hr que ele ficou lá, vomitei o almoço, rezei chorando. Fui buscá-lo e ele feliz, me recebeu com um sorriso. Eu, aliviada, pois estava com a sensação que ele não iria se lembrar de mim (olha, cada dia mais louca!). Na terça, foi ótimo, não chorei, fiquei mais tranquila e está melhorando a cada dia, agora ela já fica até as 18 hrs, tem a rotina dele lá e olha que tem 1 semana que começou, sempre ri para a diretora. E como está sendo bom. Agora consigo sair mais cedo do laboratório e ir fazer as unhas, arrumar o cabelo, ir ao supermercado. Essas coisas parecem banais, mas para uma mãe de um bebê são tarefas de guerra e tem um tempo para ficar desarrumada né? Chega uma hora que temos que tirar o pijama e voltar ao normal, olhar para nós de novo, porque essas são coisas muito importantes. É só dar tempo ao tempo que tudo vai voltando ao normal, o novo jeito normal de ser, mas esse tempo agora passa bem devagar nos primeiros 4 meses e depois voa. A dica é aproveitar muito, pois cada dia tem uma novidade!
Os milhões de palpites dos 'sabem tudo' sobre bebês (PACIÊNCIA)
Querida leitora, veja essa foto. Nos 2 primeiros meses após a chegada do Pedro eu me senti exatamente assim. São muitas informações na nossa cabeça, muita gente dando palpite (sem você pedir), muitos sabem tudo na nossa volta. A nossa mãe dá palpite claro, mas na maioria das vezes não se impõe, sugere, pelo menos a minha, graças a Deus, é assim. E também com a nossa mãe, temos a liberdade de dar um chega para lá né? Mas o resto, nossa Senhora da Aparecida. Eu acho que o povo pensa que mãe de primeira viagem é retardada ou ficou retardada. E tem um tal de falar: Mas na minha época era assim! Quando eu criei meus meninos fazia assim! Na minha época não tinha nada disso! Haja paciência para suportar tanta gente falando, um bombardeio de conselhos. Eu tinha a sensação que ia estourar a qualquer momento, mas na maioria das vezes não podemos, pois os palpiteiros em sua maior parte são muito, muito próximos. A minha atitude foi tentar desprezar, fingir que não estava ouvindo, ouvir, concordar e fazer do meu jeito e não perder a esperança que os palpiteiros desconfiem que se você não perguntou, você não tem dúvidas e não quer saber. Boa sorte para você que vai enfrentar ou já enfrenta os palpiteiros!
Assinar:
Postagens (Atom)
