Tem 3 semanas que Pedro começou a tomar sucos e comer papinhas de frutas. Como dito no post anterior, comprei alguns livros e vivo buscando receitas e dicas para fazer de uma forma tranquila. But, não está sendo tranquilo. Pedro dá um espetáculo todos os dias na hora da papinha. O suco (de laranja serra d'água e o de mamão) ele aceitou bem, mas o de maçã, mesmo que seja o cheiro da maçã, ah esse é só o cospe, cospe. Aí me pergunto, como pode a pessoinha já ter preferências? Sim, ele tem, não adiantou tentar enganá-lo dando suco de laranja com maçã, lá estava ela, a maçã e ele cospe tudo. As papinhas comecei com pêra, o primeiro dia foi bem, mas depois começou a choradeira e cospe, cospe. 5 dias de pêra. Sim, os pediatras pedem para darmos 5 dias do mesmo sabor. Eu fico pensando que isso é enjoativo, mas ai lembro que ele só conhecia leite, né. Até acostumar e ver o que gosta, senão posso confundir o paladar dele. Depois mudei para maçã. Aí, implementou o caos, meu Deus, 5 dias tentando, nada. Ele cospe tudo. Eu como na frente dele e falo como é gostoso, faço o papai comer, os bichinhos brinquedos comem e nada. Eu acho que ele odeia maçã. E segredo, odeio mamão, acho que tem gosto e cheiro de vômito, mas como né? Na frente dele e falo: Pedro, hummm, mamão é tão saboroso. De mamão ele gostou e de banana, nos 2 primeiros dias não, mas no terceiro aceitou bem. Descobrimos um tal de mamão calimosa, é um híbrido de papaia com outro que não lembro, ele é docinho como mel, tem dado certo. Li que a papinha é mais difícil de eles acostumarem mesmo, por causa da textura. Eu amasso e passo em uma peneira bem fininha, ai ele tem ânsia, coitado! Coloco na boca dele, depois de um tempo, eu feliz já pensando na segunda colherada, eis que surge no queixo dele o que estava lá dentro. É um exercício surreal de paciência. Nos primeiros dias, eu tentava, tentava e nada, ai eu acabava comendo a papinha, aquela coisa tudo amassada, estranho! E vamos que vamos. Passei o perrengue do primeiro mês, as cólicas do segundo ao quarto, agora chegou a vez das papinhas e dentinhos...e assim vamos, cada dia um recomeço e uma linda novidade!!
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Livros no pré e pós parto que li...
Olá querida leitora, hoje falarei sobre alguns livros que me ajudaram (ajudam) muito antes do Pedro nascer e agora com a correria e a insegurança da maternidade. O primeiro foi: Os segredos de uma Encantadora de Bebês (fig. 1). ADOREI. Ele traz várias planilhas (adoro planilhas, sou psicopata por elas). Me divertia muito lendo durante a gravidez, imaginando o bebê fazendo tudo que estava escrito lá, imaginando eu tentando seguir os conselhos.
O segundo foi: Nana, Nenê. Esse traz uma abordagem um pouco diferente do anterior, é menor, menos detalhista, muito objetivo, de leitura rápida, com ótimas lições.
Após o nascimento do Pedro, durante os 4 primeiros meses eu não li nada. Nossa, mal tinha tempo para comer, ir ao banheiro, dormir. Mas agora com os horários mais tranquilos, ele no berçário e tendo uma rotina recomecei a 'compração' de livros. Mania 1: livros sobre papinhas, comidas para bebês. Mania 2: livros sobre psicologia da maternidade.
A Panela Amarela de Alice é encantador, primeiro porque no meio das receitas, tem relatos da autora, sobre a vida com o bebê. Eu o li em 2 horas, fiquei encantada. Dá água na boca só de ler as receitinhas.
As aventuras gastronômicas de uma mãe de primeira viagem é excelente, mais técnico. Tem várias tabelas, cardápios, receitas. (ai que beleza, tem tabelas). Fala de cada fase do bebê desde a introdução de sucos até partilhar da alimentação da família. Estou quase acabando de ler.
A maternidade e o encontro com a própria sombra. Quando li o título achei-o triste, mas ao ler as críticas me encantei e logo pensei que era isso que eu precisava ler. Meu marido diz que sofro muito, pois penso muito. Mas eu penso sim, muito, em tudo, por cautela, por uma busca eterna em minimizar os erros. Sim, sou perfeccionista, sofro tanto com isso e não quero que meu filho sofra. O que fazer? Converso com outras mães, com a psicóloga, leio, leio, leio, tudo, blog, sites, livros e a busca continua nessa tentativa, tentativa de errar menos, de ser feliz e de principalmente transmitir paz e segurança para Pedro.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Objetos de transição...
É cada coisa que o povo inventa, hoje tem um tal de objeto de transição, objeto de treinamento e eu tenho a impressão que na minha época (nossa, agora falei igual detesto que falem comigo) não existia nada disso. Mas vamos lá. Objeto de transição é aquele que você usa entre uma fase e outra e o de treinamento é aquele para aprendizagem. Por exemplo, comprei 2 copos de treinamento para o Pedro. Treinar o que? A beber no copo ue. Porque até agora ele só tomou na mamadeira e para não correr o risco dele rejeitar a mamadeira, comprei os tais copos. Eles tem bicos que não são de mamadeira, mas tem bicos e alças para ele segurar. Comprei um menor, para água (1a foto) e um maiorzinho para suco (2a foto). Eles são necessários? Não sei, mas uma mãe de primeira viagem testa o que sugerem, para evitar passar aperto, se der certo, bem, se não der, eu dou para alguém que precisa. Está dando certo. Pedro toma leite na mamadeira e água no copo, ele segura o copo, mais bonitinho. Ele tem uma travinha no interior do bico que não deixa a água voltar, então não cai nele. O de suco vou testar a partir da semana que vem. São da marca Púr. Porque escolhi essa marca? Porque achei bonitinho, colorido, preço bom, sem BPA, de fácil limpeza. Comprei nas Lojas Americanas, pesquisei em vários lugares e foi a melhor relação custo benefício. Na embalagem diz que é para após 6 meses, mas como Pedro já toma água, desde esse mês (5°), uso o copo menor e semana que vem começaremos com o maior, do suco e que tudo dê certo. Ah, uma observação, no bico deles, do lado de dentro tem uma válvula, tipo uma tampinha, que auxilia no retorno do ar, o bebê não engole tanto ar e evita as dores de barriga.
O casal com a chegada do bebê, a presença do pai nos primeiros meses, principalmente!
Deixo bem claro que o que vou postar aqui é uma experiência minha, da minha casa, claro que não são todas as pessoas que a terão, mas espero ajudar. Primeiro ponto: Eu tenho dó dos futuros pais ou pai de primeira viagem. Porque? Ah ele fica para escanteio desde a gravidez, todo mundo paparica a grávida, as atenções são todas nossas, o bebê ganha presentes, a nossa barriga ganha carinho e o pai (que fez o bebê, né!) isolado. Eu tentei incluir o maridão em tudo, ele foi (porque quis, claro!) em todas as consultas e ultrassons do pré natal. Isso foi ótimo, nos emocionamos juntos, rimos juntos e as dúvidas dele sempre eram as melhores. (um parênteses: perguntava, no ultrassom, se a perninha do Pedro era o pipiu e por ai vai). Nas compras do enxoval, ele não foi. Claro né? Convenhamos, homem não tem paciência para isso, escolher roupa de berço, toalhas, roupinhas, sapatos, etc, etc, etc. Coitado, não merecia isso, passar horas dentro de uma loja em meio a bodies, culotes, babetes, meias, sapatinhos de lã, cardigans, casaquinhos, macacões, banho de sol. Ele nem sabe o nome das coisas, para ele tudo é pano ou senão roupa, a fralda de pano ele chama de flanela (risos, muitos risos). Agora quando fomos comprar carrinho, bebê conforto e banheira, lá foi ele. Acho que por segundos pensou que iríamos comprar um CARRO, 2.0, com vários cavalos, já pensou na cor, modelo, marca. Engraçado demais, pegava os carrinhos e fazia barulho de carro, isso mesmo, como se estivesse brincando e eu não sabia se ria ou ligava para a psicóloga. Ele ia nos mais modernos, legais, mas na hora que ouvia o preço, ficava pálido e eu via um $ em cima da cabeça dele. Ele ajudou a montar os móveis, pintou o quarto do Pedro, até uma parede de cor diferente, bonitinho demais. No dia que a minha bolsa rompeu, o grande dia, tentou não demonstrar desespero né? Ele é irritantemente calmo. Mas me mandava respirar cachorrinho e eu olhava nele, ele estava respirando assim também. Pedi para comprar acetona e algodão, comprou acetona e cotonete (já contei isso aqui). Entrou na sala de parto, bonitinho, com aqueles olhinhos verdes arregalados e chorou, chorou muito quando tiraram o Pedro, falava: Fê, ele é moreninho, cabeludinho, é lindo..e chorava (emocionante demais)! E acompanhava e perguntava tudo. Depois ficou indo e voltando várias vezes na farmácia, sim, essa é a função quando estamos internadas, coitados de novo! Por mais que eu tenha feito infinitas listas, tinham infinitas coisas para comprar nas primeiras semanas. E ainda continua por um bom tempo, o bebê sendo paparicado, a mãe 'parida' sendo paparicada e o coitado para escanteio. Nos 2 primeiros meses, parece que Pedro não identificava o pai ainda, chorava muito com qualquer pessoa que não fosse eu, sentia que Flávio ficava decepcionado do bebê chorar com ele, um dia me disse: Nossa, ele não gosta de mim, só chora! Mas isso passa, hoje é bonitinho demais, Pedro brinca com ele, dá gargalhadas, os dois tem aquele jeito bronco de brincar, de morder, de jogar para cima. E nós dois, o casal? Ah, o casal também é difícil, pelo menos lá em casa agora que tem voltado ao normal. O marido é muito sistemático, acho que pensou que eu virei mãe e santa. Tem também a questão de eu no começo ainda ter vergonha do corpo, do leite...anem! Mas isso também vai passando e você cria uma nova intimidade. Ri do leite vazando, ri do neném chorar na hora do namoro, ri do cansaço, do cheiro de vômito e cocô..e vai rindo. Agora já entendemos que o Pedro não está entre nós dois, mas sim do nosso lado, caminhando conosco, construindo nossa família. Nós tentamos conversar muito, eu sempre puxo a conversa, as questões psicológicas, pois Flávio é daqueles que se esperar passar, vai passar, eu não, sou impulsiva e quero tudo para ontem, as soluções para ontem e assim vamos tentando nos equilibrar. O segredo é não desanimar, existirá uma normalidade, a nova normalidade!!!
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Depressão pós parto ou apenas uma tristeza infinita que não chega a ser a tal depressão..
Oi querida leitora, desculpe-me a ausência, a volta ao trabalho no último mês dificultou as minhas vindas aqui, mas agora estou me acostumando a nova rotina. O post de hoje está amadurecendo na minha cabeça há dias, pensei em não dividir com ninguém, mas eu acho que se eu tivesse lido algo de alguém que conhecesse sobre isso, teria me portado diferente. Eu já postei sobre o como o 1° mês de vida do Pedro foi difícil, na verdade eu sei que isso não foi exclusividade aqui de casa, a adaptação dele, a nossa, a da casa, a das pessoas, tudo é muito complexo. Além disso teve as assaduras recorrentes devido a intolerância a lactose, os vômitos excessivos. Quando ele completou mais ou menos 1 mês e meio eu comecei a ficar estranha, muito angustiada, triste, com vontade de chorar e isso foi só piorando, fiquei 15 dias chorando de manhã, a tarde e a noite, por qual motivo? Eu não sei. Pedro chorava, eu chorava, Pedro dormia, eu chorava, o marido saia, eu chorava, ele chegava eu chorava. Era uma mistura de cansaço, de preocupação, estresse com a palpitação dos outros, solidão. É, solidão, minha mãe não mora perto de mim, ficou somente 17 dias comigo, depois eu assumi tudo sozinha. A minha sogra tem um jeito difícil, autoritária, impositiva, acha que a forma dela fazer as coisas que é a correta. Eu, que não sou nem um pouco fácil, não aceito isso dentro da minha casa. E os amigos? Ah, os amigos, sumiram né? Em sua maioria. Não queriam incomodar. Mas hoje eu sei que mandar uma mensagem de texto no celular, no facebook não é incômodo, simplesmente você demonstra que está ali e que caso precise pode pedir. Claro, que alguns amigos sempre faziam-se presentes, mas a maioria sumiu. Isso me chateava demais, ainda mais quando vinha dos amigos de infância, daqueles de muitos anos que eu sempre esperei contar nas horas difíceis. A minha obstetra disse que se continuasse teria que entrar com medicamento antidepressivo e não poderia mais amamentar. Eu logo procurei uma psicóloga e decidi não ter dó de mim, pela cirurgia, pelo corpo que ainda não tinha voltado, pelo excesso de coisas para fazer sozinha, pela falta da depilação, as unhas feias, o cabelo ralo e seco. Eu decidi amamentar, fazer as coisas quando desse tempo e se não desse, deitar com o Pedro e dormir a tarde toda e deixar o 'barraco' cair. Hoje está bem melhor, a angústia passou e com a volta ao trabalho tudo tem melhorado. As vezes saio mais cedo e aproveito que Pedro ainda está no berçário e faço minhas unhas, depilo. Eu acho que a tristeza era falta de mim, da minha individualidade, dos cuidados comigo. Nossa, mas isso não é egoísmo? Não. Eu preciso estar bem comigo, para cuidar bem do Pedro, para estar bem com o marido. Sim, é importante, bem rápido, tentar voltar a se olhar no espelho, sem pensar na barriga que ainda sobra um pouco, no cabelo que está caindo pela amamentação e descobrir as novas virtudes, a beleza de ser mãe, uma mãe normal, como a maioria, que não tem babá, que lava, passa, cozinha, cuida de neném, de si, de marido, trabalha, vai ao supermercado. É preciso conversar e pedir muita paciência para o companheiro. Isso foi o fundamental aqui em casa para me ajudar a melhorar, a paciência do maridinho. Coitado, ele é o saco da paciência e eu, um saco de chatura. E de tudo isso o que ficou: com o tempo as coisas vão se ajeitando, a vida voltando ao 'normal', o novo jeito normal de ser e você adaptando-se a tudo, a todos e sendo feliz!!!
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