terça-feira, 5 de novembro de 2013
O casal com a chegada do bebê, a presença do pai nos primeiros meses, principalmente!
Deixo bem claro que o que vou postar aqui é uma experiência minha, da minha casa, claro que não são todas as pessoas que a terão, mas espero ajudar. Primeiro ponto: Eu tenho dó dos futuros pais ou pai de primeira viagem. Porque? Ah ele fica para escanteio desde a gravidez, todo mundo paparica a grávida, as atenções são todas nossas, o bebê ganha presentes, a nossa barriga ganha carinho e o pai (que fez o bebê, né!) isolado. Eu tentei incluir o maridão em tudo, ele foi (porque quis, claro!) em todas as consultas e ultrassons do pré natal. Isso foi ótimo, nos emocionamos juntos, rimos juntos e as dúvidas dele sempre eram as melhores. (um parênteses: perguntava, no ultrassom, se a perninha do Pedro era o pipiu e por ai vai). Nas compras do enxoval, ele não foi. Claro né? Convenhamos, homem não tem paciência para isso, escolher roupa de berço, toalhas, roupinhas, sapatos, etc, etc, etc. Coitado, não merecia isso, passar horas dentro de uma loja em meio a bodies, culotes, babetes, meias, sapatinhos de lã, cardigans, casaquinhos, macacões, banho de sol. Ele nem sabe o nome das coisas, para ele tudo é pano ou senão roupa, a fralda de pano ele chama de flanela (risos, muitos risos). Agora quando fomos comprar carrinho, bebê conforto e banheira, lá foi ele. Acho que por segundos pensou que iríamos comprar um CARRO, 2.0, com vários cavalos, já pensou na cor, modelo, marca. Engraçado demais, pegava os carrinhos e fazia barulho de carro, isso mesmo, como se estivesse brincando e eu não sabia se ria ou ligava para a psicóloga. Ele ia nos mais modernos, legais, mas na hora que ouvia o preço, ficava pálido e eu via um $ em cima da cabeça dele. Ele ajudou a montar os móveis, pintou o quarto do Pedro, até uma parede de cor diferente, bonitinho demais. No dia que a minha bolsa rompeu, o grande dia, tentou não demonstrar desespero né? Ele é irritantemente calmo. Mas me mandava respirar cachorrinho e eu olhava nele, ele estava respirando assim também. Pedi para comprar acetona e algodão, comprou acetona e cotonete (já contei isso aqui). Entrou na sala de parto, bonitinho, com aqueles olhinhos verdes arregalados e chorou, chorou muito quando tiraram o Pedro, falava: Fê, ele é moreninho, cabeludinho, é lindo..e chorava (emocionante demais)! E acompanhava e perguntava tudo. Depois ficou indo e voltando várias vezes na farmácia, sim, essa é a função quando estamos internadas, coitados de novo! Por mais que eu tenha feito infinitas listas, tinham infinitas coisas para comprar nas primeiras semanas. E ainda continua por um bom tempo, o bebê sendo paparicado, a mãe 'parida' sendo paparicada e o coitado para escanteio. Nos 2 primeiros meses, parece que Pedro não identificava o pai ainda, chorava muito com qualquer pessoa que não fosse eu, sentia que Flávio ficava decepcionado do bebê chorar com ele, um dia me disse: Nossa, ele não gosta de mim, só chora! Mas isso passa, hoje é bonitinho demais, Pedro brinca com ele, dá gargalhadas, os dois tem aquele jeito bronco de brincar, de morder, de jogar para cima. E nós dois, o casal? Ah, o casal também é difícil, pelo menos lá em casa agora que tem voltado ao normal. O marido é muito sistemático, acho que pensou que eu virei mãe e santa. Tem também a questão de eu no começo ainda ter vergonha do corpo, do leite...anem! Mas isso também vai passando e você cria uma nova intimidade. Ri do leite vazando, ri do neném chorar na hora do namoro, ri do cansaço, do cheiro de vômito e cocô..e vai rindo. Agora já entendemos que o Pedro não está entre nós dois, mas sim do nosso lado, caminhando conosco, construindo nossa família. Nós tentamos conversar muito, eu sempre puxo a conversa, as questões psicológicas, pois Flávio é daqueles que se esperar passar, vai passar, eu não, sou impulsiva e quero tudo para ontem, as soluções para ontem e assim vamos tentando nos equilibrar. O segredo é não desanimar, existirá uma normalidade, a nova normalidade!!!
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