sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Depressão pós parto ou apenas uma tristeza infinita que não chega a ser a tal depressão..
Oi querida leitora, desculpe-me a ausência, a volta ao trabalho no último mês dificultou as minhas vindas aqui, mas agora estou me acostumando a nova rotina. O post de hoje está amadurecendo na minha cabeça há dias, pensei em não dividir com ninguém, mas eu acho que se eu tivesse lido algo de alguém que conhecesse sobre isso, teria me portado diferente. Eu já postei sobre o como o 1° mês de vida do Pedro foi difícil, na verdade eu sei que isso não foi exclusividade aqui de casa, a adaptação dele, a nossa, a da casa, a das pessoas, tudo é muito complexo. Além disso teve as assaduras recorrentes devido a intolerância a lactose, os vômitos excessivos. Quando ele completou mais ou menos 1 mês e meio eu comecei a ficar estranha, muito angustiada, triste, com vontade de chorar e isso foi só piorando, fiquei 15 dias chorando de manhã, a tarde e a noite, por qual motivo? Eu não sei. Pedro chorava, eu chorava, Pedro dormia, eu chorava, o marido saia, eu chorava, ele chegava eu chorava. Era uma mistura de cansaço, de preocupação, estresse com a palpitação dos outros, solidão. É, solidão, minha mãe não mora perto de mim, ficou somente 17 dias comigo, depois eu assumi tudo sozinha. A minha sogra tem um jeito difícil, autoritária, impositiva, acha que a forma dela fazer as coisas que é a correta. Eu, que não sou nem um pouco fácil, não aceito isso dentro da minha casa. E os amigos? Ah, os amigos, sumiram né? Em sua maioria. Não queriam incomodar. Mas hoje eu sei que mandar uma mensagem de texto no celular, no facebook não é incômodo, simplesmente você demonstra que está ali e que caso precise pode pedir. Claro, que alguns amigos sempre faziam-se presentes, mas a maioria sumiu. Isso me chateava demais, ainda mais quando vinha dos amigos de infância, daqueles de muitos anos que eu sempre esperei contar nas horas difíceis. A minha obstetra disse que se continuasse teria que entrar com medicamento antidepressivo e não poderia mais amamentar. Eu logo procurei uma psicóloga e decidi não ter dó de mim, pela cirurgia, pelo corpo que ainda não tinha voltado, pelo excesso de coisas para fazer sozinha, pela falta da depilação, as unhas feias, o cabelo ralo e seco. Eu decidi amamentar, fazer as coisas quando desse tempo e se não desse, deitar com o Pedro e dormir a tarde toda e deixar o 'barraco' cair. Hoje está bem melhor, a angústia passou e com a volta ao trabalho tudo tem melhorado. As vezes saio mais cedo e aproveito que Pedro ainda está no berçário e faço minhas unhas, depilo. Eu acho que a tristeza era falta de mim, da minha individualidade, dos cuidados comigo. Nossa, mas isso não é egoísmo? Não. Eu preciso estar bem comigo, para cuidar bem do Pedro, para estar bem com o marido. Sim, é importante, bem rápido, tentar voltar a se olhar no espelho, sem pensar na barriga que ainda sobra um pouco, no cabelo que está caindo pela amamentação e descobrir as novas virtudes, a beleza de ser mãe, uma mãe normal, como a maioria, que não tem babá, que lava, passa, cozinha, cuida de neném, de si, de marido, trabalha, vai ao supermercado. É preciso conversar e pedir muita paciência para o companheiro. Isso foi o fundamental aqui em casa para me ajudar a melhorar, a paciência do maridinho. Coitado, ele é o saco da paciência e eu, um saco de chatura. E de tudo isso o que ficou: com o tempo as coisas vão se ajeitando, a vida voltando ao 'normal', o novo jeito normal de ser e você adaptando-se a tudo, a todos e sendo feliz!!!
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É isso ai..levantando e sacudindo a poeira, afinal vc sempre foi assim né? Forte e determinada ;)
ResponderExcluirUm belo esmalte e uma hidratação nos cabelos já nos ajuda um bocado mesmo...rsrs..
Bjos e fica firme aí pra cuidar do Pedro, que tá cada dia mais lindão :*
Ei Pati é agora os esmaltes voltaram e tudo está mais sereno. O tempo é um grande amigo, principalmente para os 2 primeiros meses do nenem. Vida que segue para aproveitar meu pequeno Bolota.
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